Uma sociedade que se baseia na acumulação do capital Está condenada à catástrofe!!!

“Todo o poder vive da tua miséria
A exclusão é vista como natural
Lambes o chão e esmolas um tostão
Os factores da pobreza alimentam a riqueza
Para o progresso ser visível, bairros demolidos
Não é para o bem estar, é só fachada
Temos que lutar, temos que nos ver
Temos que cantar e combater”

com base no livro “Os Homens Lixo”, Leonel Moura

“A união dos punhos irmãos, fortalece a resistência
O apoio mútuo dos oprimidos dá conteúdo à solidariedade
Aquilo que tu chamas a utopia de cada um
São bases estruturantes para a construção de um futuro comum
Combatemos o autoritarismo, o sexismo e a hierarquia
Fomentemos as consciências para que o futuro nos sorria
Porque nesta vida tudo depende do querer
Rendição é morrer!
Rendição é morrer!”

Também eu, também,
sonâmbulo de versos
gritei em vão
para arrancar as rosas
das pedras do mundo.

Agora é a tua vez
de gelo e lume

Grita, despedaça
com lâminas na boca
esta nossa mordaça
de silêncio imune.

– José Gomes Ferreira

Ora deixai-me dizer
que vejo tudo ao contrário
do que era lícito ver

Ontem encontrei um operário
todo de pernas para o ao
no bolso de um usurário

“Que linda vista para o mar!”
dizia – e dizendo isto
tinha uns olhos de chorar
(…)
– Mário Cesariny

Sonhos
enormes como cedros
que é preciso
trazer de longe
aos ombros
para achar
no inverno da memória
este rumor
de lume:
o teu perfume,
lenha
da melancolia.

Carlos de Oliveira, in ‘Cantata’

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